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História da Bicicleta no Brasil

No período após a II Guerra Mundial, em 1945, a situação financeira do país era boa, o que significou uma abertura na política, marcando o fim do “Estado Novo”, o que resultou eleições diretas e grandes facilidades econômicas.

Neste período, os países que participaram da guerra viviam momentos difíceis uma vez sofreram uma reconstrução desde a economia até o espaço físico, e foi neste contexto que a bicicleta chegou no Brasil. As bicicletas tornaram-se populares entre nós, principalmente para os trabalhadores paulistas que a utilizam para se deslocarem para sua área de produção.

1948 foi muito importante para a história do ciclismo no Brasil, a Monark iniciou suas atividades no país, montando bicicletas importadas da Suécia, e a Caloi Indústria e Comércio requereu registro para abertura de firma na Junta Comercial de São Paulo ( maior antigüidade no ramo, pois começou suas atividades na década de 30). Com isso, o parque industrial brasileiro ganhou duas fábricas de bicicletas.

Também haviam pequenos produtores que beneficiando-se da facilidade de importação produziam e montavam suas bicicletas.

Como a balança comercial tendiam a desequilibrar-se, acabou a euforia da importação, e assim para beneficiar a indústria brasileira que conseguia competir em termos de preços e qualidade, o governo baixou em 09/10/1953, uma instrução Normativa de número 70, originária na Superintendência da Moeda e Crédito que aumentava a taxa dos bens de produção, com isto a bicicleta passou a entrar no Brasil em menor quantidade.

Foi na década de 50 que os costumes do brasileiro mudou, devido à introdução da televisão, dos eletrodomésticos,... e do carro. O carro era possível e a gasolina barata. E com isso a bicicleta foi esquecida em um canto qualquer da casa, até ser doada para alguém.
Vale lembrar que a bicicleta, no Brasil, nunca teve o espaço que têm em alguns países do mundo.

Bicicleta e cidadania

O ato de andar de bicicleta é muito antigo, e mesmo hoje com toda a tecnologia, gastos e devastações provocados pela indústria automobilística e do consumo, ainda não foi inventado um veículo mais eficiente, mais racional, mais econômico, mais rápido, mais prático e menos poluidor para o transporte urbano do que a bicicleta.

O uso da bicicleta como meio de transporte tem aumentado bastante nas cidades do mundo inteiro e isto é inevitável, devido ao colapso do trânsito urbano. Cidades da China, Índia e Japão perceberam isto há mais tempo, e por vantagens relacionadas ao espaço, à economia , ao tempo e saúde passaram a pedalar e a sorrir.

Em países do primeiro mundo o uso da bicicleta sempre foi incentivado, e assim é usada como meio de transporte por todas as classes sociais e faixas etárias, e como o resultado é benéfico para a população, ela apoia e respeita o trânsito e o espaço do ciclista. As empresas facilitam o acesso de seus clientes e funcionários que pedalam, para que cheguem dispostos e saudáveis. As ciclofaixas e ciclovias cortam as cidades, e bicicletários são comuns em todas as cidades. Já no Brasil isto ainda não acontece na grande maioria dos municípios, pois os brasileiros ainda cultuam o automóvel, contribuindo para aumentar o “caos urbano”.

Bicicleta e saúde

Pedalar numa intensidade baixa, segundo relatório da organização mundial da saúde, pode aumentar a capacidade física, se a atividade for repetida pelo menos três vezes por semana numa distância de 6 km, e ainda recomenda o uso da bicicleta para melhorar a saúde pública mundial.

É importante lembrar que:

  1. Pedalar aumenta a circulação sangüínea no cérebro e, portanto, seu raciocínio se torna mais claro;
  2. O ciclismo é considerado um dos esportes mais eficazes para a prevenção de problemas cardíacos;
  3. O uso diário da bicicleta é indicado no tratamento da obesidade devido ao aumento de gastos calóricos;
  4. O ciclismo é um dos esportes aeróbicos mais eficientes que existem, previne vícios de postura por fortalecer a musculatura como um todo(membros inferiores, superiores, tronco e pescoço); doenças do tipo metabólico(excesso de açúcar no sangue) e a osteoporose ( processo gradativo de redução da quantidade de cálcio e fósforo do sistema ósseo);
  5. O ciclismo tem demonstrado um sensível aumento na produção de hormônios como o do crescimento pela estimulação da Glândula Hipófise;
  6. 20 minutos de pedaladas consomem as 160 calorias (o equivalente a uma latinha de cerveja);
  7. 5.000 bicicletas em circulação representam 6,5 toneladas a menos de poluentes no ar.

fonte: www.caloi.com.br e bicicleta e saúde

Antes de realizar atividade física, consulte um médico.

Bicicleta e segurança

A segurança no trânsito é estabelecida através de dados estatísticos, encontrados através pesquisas científicas, que dizem o que fato é seguro, perigoso ou inseguro para condutor, pedestre, ciclista ou qualquer outro que esteja inserido no trânsito.
O trânsito é previsível, tem lógica, responde à física, todo acidente é causado por erro ou falha de alguém, se não houver falha ou erros não haverá acidentes.
Para o ciclista isto não é diferente, e se seguir umas poucas regras básicas o risco de acidente cai muito. Quem pedala uma bicicleta não pode esquecer que é um ciclista, e não um motorista ou motociclista. Bicicleta acelera, mantém a velocidade e desacelera de maneira muito diferente que qualquer veículo motorizado, e por ter suas particularidades precisa ser respeitado. Mais da metade dos acidentes de trânsito envolvendo ciclistas são responsabilidade do próprio ciclista.

Dicas para pedalar com segurança no trânsito:

  1. Manter a bicicleta em bom estado de conservação;
  2. Para transitar sobre calçadas e passeios, desmontar e empurrar a bicicleta;
  3. Andar pela borda direita da via, no mesmo sentido do tráfego, onde não houver ciclovia , ciclofaixa ou acostamento. Em grupo ande em fila única. Se precisar ultrapassar um veículo parado olhe pelo retrovisor (obrigatório), sinalizes com o braço suas intenções e após ultrapassar retorne imediatamente;
  4. Respeitar a sinalização, não ande na contramão ou sobre o passeio;
  5. Não trafegar pela canaleta ;
  6. Dominar a bicicleta dirigindo-a com atenção e os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito, portanto mantenha as duas mãos no guidão.
  7. Instalar os equipamentos obrigatórios : campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor ao lado esquerdo;
  8. Utilizar, preferencialmente, roupas claras ou refletivas ;
  9. Não pegar “rabeira” em veículos motorizados;
  10. Não transportar excesso de carga;
  11. Sempre que possível, utilizar equipamentos de proteção pessoal (capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e óculos), não são obrigatórios, mas o bom senso recomenda seu uso;
  12. Pedale em linha reta, sem fazer zig – zag;
  13. Não arrisque sua vida confiando que o motorista tem que respeitá-lo;
  14. Quando estiver trafegando em ruas de paralelepípedo, cuidado com as manchas de óleo, são escorregadios;
  15. Não use rádios ou walkmans, eles pode te distrair sua atenção fazendo com que você não perceba perigos à sua volta;
  16. Em cruzamentos, pontes e viadutos mais perigosos desça e empurre a bicicleta, olhando para frente e para trás
  17. Antes de sair de casa estude um roteiro, escolha ruas com o menor fluxo de veículos possível
  18. Pedale de forma que seu comportamento transmita segurança aos outros;
  19. Mantenha velocidade compatível, evite excesso;
  20. O pedestre tem a preferência, respeite-o sempre.

Fonte: www.caloi.com.br, www.folha.com.br

Curiosidades:

  • A Federação internacional de ciclismo tentou tornar obrigatório o uso do capacete em 1991, porém os ciclistas se recusaram e esta apenas recomenda o uso.
  • No Brasil, a Confederação Brasileira de Ciclismo determina o uso do capacete em todo tipo de provas.
  • Em terreno plano e linha reta, um ciclista profissional pode atingir 65 km/h, em descidas essa marca dobra.
  • Ao fazer uma curva em declive a 80 km/h, o italiano Fabio Casteralli, campeão olímpico da prova de resistência, perdeu a direção da bicicleta e bateu a cabeça contra um bloco de concreto que servia de guard-rail, ele sofreu múltiplas fraturas no crânio e morreu na hora.

Fonte: www.pr.gov.br/detran

Mais informações sobre ciclomobilidade Curitibana

Acesse o portal mais bici: www.curitiba.pr.gov.br/maisbici